Saiba o que pode chumbar o seu carro na inspeção automóvel

 

Descubra quando deve levar o seu carro à inspeção automóvel e como pode prepará-lo para garantir que passa à primeira.

 

 

Levar o carro à inspeção pela primeira vez é obrigatório antes dos quatro anos de matrícula, mas deve estar atento ao que o poderá levar a chumbar.

Quando deve levar o seu automóvel à inspeção

Quem tenha um automóvel ligeiro de passageiros deve cumprir a primeira inspeção periódica quatro anos após a data da primeira matrícula. Depois, entre esta e os oito anos do veículo, a inspeção é realizada de dois em dois anos. Decorrido esse período, a inspeção passa a ser marcada anualmente. Na inspeção automóvel, feita em centros certificados para o efeito, são analisadas as condições de funcionamento e segurança do veículo, tendo por base as suas caraterísticas homologadas (seja de origem ou não).

Logo aqui é preciso ter atenção. Por exemplo, antes de decidir mudar o tamanho de jante do pneu é necessário confirmar se a medida em causa consta do livrete. Após ser testado e verificado, através de meios humanos, mas também cada vez mais recorrendo à fiabilidade das máquinas, o inspetor redige uma ficha com os defeitos detetados.

Os três tipos de defeitos que podem ser assinalados na inspeção automóvel periódica obrigatória:

Leve (grau 1) – qualquer anomalia observada que não afeta nem as condições de utilização do veículo nem as suas condições de segurança. No entanto, o acumular de anomalias de grau 1 pode obrigar a uma reinspeção. Isto ocorre quando são assinaladas mais de 5 anomalias leves;

Grave (grau 2) – uma anomalia que afeta as condições de utilização ou as suas condições de segurança. Por exemplo, se for nos sistemas de direção, suspensão ou travagem o automóvel não poderá circular com passageiros ou carga. O grau 2 pode ainda ser usado caso a identificação da viatura ou do seu proprietário levante dúvidas. No primeiro caso, o veículo deve ser reinspeccionado. No segundo, as dúvidas devem ser esclarecidas junto do IMTT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres;

Muito Grave (grau 3) – uma anomalia que compromete de tal forma o funcionamento ou a segurança do veículo que é determinada a imobilização do mesmo até o problema ser resolvido. Alterações às características homologadas podem também originar o chumbo.

O chumbo implica o regresso ao Centro de Inspeção no prazo máximo de 30 dias. Caso os defeitos se mantenham, uma nova vistoria será efetuada no período dos 15 dias seguintes. Quando o prazo para a reinspeção não é cumprido, tem de ser feita uma nova inspeção. Todos estes processos custam tempo e dinheiro. Por isso, antes de seguir viagem até um centro de inspeção automóvel, o melhor é verificar a inexistência dos problemas mais comuns que originam a reprovação: deficiências nos componentes e sistemas de travagem, de controlo de emissões de escape e nas dimensões e estado dos pneus.

Preparar a inspeção automóvel

Algumas destas verificações têm de ser efetuadas em oficinas, nomeadamente as emissões de CO2, mas a maioria pode ser descartada pelo próprio. O mais simples é construir uma lista de itens e ir riscando cada um, à medida que tem a certeza de estar tudo bem.

Sistema de iluminação

Para verificar todo o sistema de iluminação, o ideal é esperar pela noite. Comece por confirmar o funcionamento das luzes de presença, dos médios e dos máximos, tendo em atenção se os dois faróis da frente, assim como os farolins de trás, se mostram calibrados, ou seja, emitem a mesma quantidade de luz e na mesma direção.

Sinalização luminosa

Depois, há que passar revista à sinalização luminosa: luzes de mudança de direção, de perigo (quatro piscas), de travagem, de marcha atrás, da chapa de matrícula e de nevoeiro (quando existentes).

Pára-brisas e outros equipamentos de apoio à visibilidade

Os limpa pára-brisas da frente, assim como o mesmo mecanismo quando presente no óculo traseiro, devem estar a funcionar e o depósito de água para estes deverá estar cheio.

Espelhos

Ao preparar-se para a inspeção automóvel, os espelhos também não devem ser descurados: verifique a superfície refletora, a fixação e a regulação.

Cintos de segurança

Todos os cintos de segurança devem estar operacionais e corresponderem ao número de lugares homologado.

Pneus

Os pneus devem ter no mínimo 1,6 milímetros de rasto e não apresentarem quaisquer anomalias.

Equipamento de sinalização em caso de acidente

Por fim, não esquecer de verificar se o triângulo de sinalização está devidamente guardado e se o colete refletor é homologado e se se encontra no interior do habitáculo.

 

Fonte:sapo

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