Motor fraco: 7 causas possíveis

Nas acelerações, o seu carro parece-lhe cada vez mais molengão, sendo necessário engrenar uma relação mais baixa? Descubra porquê.

Nas acelerações, o seu carro parece-lhe cada vez mais molengão, sendo necessário engrenar uma relação mais baixa em situações que antes seria impensável? Nesse caso, o comportamento fraco do motor pode ter várias causas. Conheça algumas das principais e como resolvê-las.

O motor é a alma de qualquer carro. Mas o seu bom ou mau funcionamento está dependente de vários componentes integrados no grupo propulsor. No entanto, para conseguir diagnosticar a “doença” que está a perturbar o seu veículo, tenha em atenção se este se alimenta a gasolina ou a gasóleo. Os primeiros podem sofrer de problemas no avanço da ignição, na corrente de distribuição ou até de dificuldade em expulsar os gases; as causas para o comportamento deficiente dos segundos são mais difíceis de apurar e podem afetar componentes como o turbo ou o intercooler.

Carro a gasolina
  • Avanço da ignição

O avanço da ignição é a antecipação da faísca emitida pela vela antes do ponto morto superior, permitindo assim à chama acompanhar o ritmo do pistão. Quando isso não ocorre da forma correta a queima de combustível poderá ser dificultada. Verifique o estado das velas.

  • Relação ar-combustível

Incorrecta injecção de combustível, filtros entupidos, pequenos orifícios que deixam escapar ar antes do tempo. Há vários factores que podem prejudicar a relação entre o combustível e a quantidade de ar que irá permitir uma correta queima.

  • Escape defeituoso

O sistema de escape é tão importante quanto a admissão de ar. É que se este é essencial a uma queima eficiente, sem o primeiro não se consegue expulsar os gases e consequentemente não haverá espaço para a entrada de novo (e limpo) ar. Verifique se se encontra entupido ou até se as ligações estão bem apertadas

  • Correia de distribuição

Este é provavelmente o problema com que se deparará menos vezes. Ainda assim, nunca é demais lembrar que a correia de distribuição, responsável pelo funcionamento de componentes essenciais e sincronia entre os mesmos, como os pistões ou as válvulas, deve ser trocada no prazo estabelecido pelo fabricante (varia entre os 100 mil e os 250 mil quilómetros, dependendo da marca e modelo) sob pena de originar sérios problemas ao grupo propulsor. Depois de mudada, operação que se aconselha a fazer em oficina certificada pela marca do modelo em questão, será uma boa ideia manter-se vigilante.

Carro a gasóleo
  • Turbo

Se o seu automóvel é um turbodiesel então há mais um componente com que se preocupar. O turbocompressor aproveita a energia dos gases de escape, gerados no motor, para girar uma turbina ligada a um rotor que bombeia ar para os cilindros, conseguindo que o motor tenha um desempenho superior. Lixo no sistema de lubrificação ou falta de óleo são os problemas mais comuns que podem ter consequências no desempenho do bloco, originando perda de potência e consumo excessivo de combustível.

  • Intercooler

O intercooler é o sistema actualmente mais usado em motores sobrealimentados, funcionando como uma espécie de radiador com o objectivo de arrefecer o ar comprimido para que este recupere densidade. Um mau funcionamento deste resultará em fumo negro a sair pelo escape e num agravamento dos consumos.

  • Bombas de combustível

Responsável por debitar combustível para o motor, uma bomba de combustível pode queimar quando é sujeita a maus-tratos, nomeadamente andando com o carro sempre na reserva. O problema torna-se maior com os diesel uma vez que se trata de um combustível “mais sujo”, cujo fundo de depósito acumula maior número de resíduos. Se notar o carro a “engasgar-se” pode ser sinal de queixa por parte deste componente.

 

Fonte:sapo

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