Amortecedores: Como funcionam e quando devem ser mudados

Estima-se que, em Portugal, mais de 20% dos acidentes tenham origem em falhas no “triângulo de segurança”, composto por travões, pneus e amortecedores.

 

Não estão à vista e, talvez por isso, tantos condutores subestimem o contributo dos amortecedores para a segurança na estrada. Estes são componentes fundamentais da suspensão, que controlam os movimentos oscilatórios da carroçaria provocados pelas forças exercidas em curva, na aceleração e na travagem, e encarregues da absorção de impactos provenientes de irregularidades do piso, mantendo as rodas no chão, garantindo uma boa superfície de contacto com a estrada em todas as situações de condução.

O seu funcionamento é bastante simples. Os amortecedores controlam o movimento das molas, amortecendo, como o nome indica, os seus rápidos movimentos em extensão e compressão. Ao contrário das molas, são resistentes à velocidade, isto é, quanto mais rápido for o movimento, mais resistência oferecem. Mas, com esta missão de esforço e movimento constante, eles são, sem dúvida, os componentes de uma suspensão que estão sujeitos a maior desgaste.

 

Sinais de desgaste dos amortecedores

 

Se detectar que a estabilidade em estrada está irregular e existe perda de aderência em curva sobre piso molhado, que as distâncias de travagem estão mais longas, se notar que ocorre instabilidade da iluminação quando em condução nocturna, actue, estes são alguns dos sinais de que os amortecedores estão a precisar de atenção.

Os amortecedores com um funcionamento irregular podem provocar um desgaste anormal dos pneus, uma degradação do conforto em geral, uma sensibilidade do veículo ao vento lateral superior ao normal, uma sensação de oscilação da carroçaria.

Por vezes essas falhas são acompanhadas de um ligeiro aumento do consumo de combustível, caso detecte algum destes sintomas solicite, no mínimo, um teste aos amortecedores.

A empresa TRW calcula que um quarto de todas as viaturas na Europa circulam com pelo menos um amortecedor defeituoso, colocando assim muitas vidas em risco.

 

Quando deve mudar os amortecedores do seu carro

Como facilmente se percebe pelo seu funcionamento e função, o desgaste acentuado dos amortecedores irá prejudicar não só o conforto a bordo, como toda a segurança do automóvel, desde a eficácia dos travões, aumentando as distâncias de travagem, às condições de estabilidade do automóvel, em curva e em simples mudanças de direcção.

Os fabricantes alertam e recomendam a manutenção cuidada e atenta dos amortecedores, sugerindo que se proceda à verificação do estado destas peças a cada 20 mil quilómetros. Mas, todos os dados disponíveis indicam que a primeira visita à oficina com vista à manutenção dos amortecedores só acontece muito tempo depois, normalmente por altura da primeira inspeção obrigatória do veículo, quando o carro já completou quatro anos de idade.

Os responsáveis das marcas de componentes não têm dúvidas de que o “prazo de validade” dos amortecedores começa a expirar após os três a cinco anos de utilização, dependendo do estilo de condução e do tipo de amortecedores.

 

A dureza dos amortecedores

 

Verificar se os amortecedores estão bons não se trata apenas de verificar a firmeza dos amortecedores, pois alguns automóveis, em particular os mais desportivos, possuem amortecedores com cargas maiores, tornando a suspensão mais firme, a fim de proporcionar maior estabilidade.

O conforto nesses carros desportivos, por vezes fica comprometido, porém não é essa a sua função principal, mas sim a performance.

Noutros automóveis, geralmente familiares, os amortecedores são mais macios no seu funcionamento de forma a proporcionar maior conforto, com um nível de estabilidade aceitável.

 

Tipos de amorteceres automóveis

 

Amortecedores hidráulicos

 

Sendo o tipo de amortecedores mais utilizado na indústria automóvel, têm uma configuração que se denomina de bitubo, um de pressão e outro de reservatório, cheios com óleo e ar. O que gera o amortecimento é a passagem desse óleo espesso através dos furos de um pistão do tubo de pressão para o tubo reservatório. Nos movimentos de extensão, o óleo é forçado para baixo, passando à câmara de compressão. Enquanto a haste que compõe a peça é retirada do tubo, criando um espaço que será cheio com o óleo existente na câmara reservatória. Nos movimentos de compressão, o óleo da câmara de compressão é forçado para a câmara de tração, invertendo-se o processo.

 

Amortecedores a gás ou pressurizados

 

Semelhantes na fórmula, mas com diferenças fundamentais. Nos amortecedores a gás (ou pressurizados) o ar é substituído internamente por nitrogénio que mantém o óleo sob pressão, elemento essencial à promoção de níveis conforto superiores e a sensação de um autêntico levitar do automóvel sobre o asfalto, mas acima de tudo oferecendo um “plus” em eficácia, uma vez que permite outro nível de resistência ao calor. A tecnologia é mais dispendiosa, por isso habitualmente associada a automóveis de gama mais alta.

 

Fonte: sapo

 

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